quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Sensaboria

Aquele ponto nada revelava de novo. O mesmo. Sempre. Mas não mais. De repente, revelava. E tudo que fora deixava de ser. Ou seria apenas meu olhar, sob outro ângulo, que mudara? Perfeitamente claro que tudo era obscuro. Confusão.

Pensando na vida, somente deixando de pensar. Talvez, de viver. Muito se pensa e pouco se faz. Ainda se pensa. E como. Num grau de profundidade de uma agulha deitada ao solo. Pensamentos soltos ao vento. Atirados ao solo. Pré-fabricados, consumidos, consumados. Pobre vida que deixou de ser. Tristes pensamentos que não pensam.

Opressão de si mesmo sobre si. Autopeso. Inerte. Há poucos segundos, nada de novo. Agora, nada de velho. Culpabilidade desagradável. Intensa. Autoculpa. É o fim. Volta ao que era. É melhor. Chega do repente. Mesmo ângulo. Sem ver além. É preciso.

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