Debaixo do viaduto. Abraçaram-se muito. Três ou quatro. Somados, talvez nem um de verdade. Normalmente, era assim. Não importa. Estavam felizes.
Enquanto os fogos brilhavam no céu, os estouros ecoavam pelo horizonte, clarões coloridos, tudo parecia diferente. Naquele momento. Virada de ano cristão. Muitos prédios, muitos apartamentos, muitas famílias, algumas casas. Alegria sincera ou fingida.
Entre eles, quase não havia comida. Algo de restos e caridade. Alguma bebida, que sempre se arranja. No mais, apenas o instante. E era demais. Materializando-se na força de abraços. Que logo cessaram.
Não se ouviram promessas de ano novo. Não se ouviram pedidos. Nem surgiu a esperança entre eles. Afinal, não deviam pensar no futuro. Talvez nem devessem pensar. Existir era tudo.
Enquanto os fogos brilhavam no céu, os estouros ecoavam pelo horizonte, clarões coloridos, tudo parecia diferente. Naquele momento. Virada de ano cristão. Muitos prédios, muitos apartamentos, muitas famílias, algumas casas. Alegria sincera ou fingida.
Entre eles, quase não havia comida. Algo de restos e caridade. Alguma bebida, que sempre se arranja. No mais, apenas o instante. E era demais. Materializando-se na força de abraços. Que logo cessaram.
Não se ouviram promessas de ano novo. Não se ouviram pedidos. Nem surgiu a esperança entre eles. Afinal, não deviam pensar no futuro. Talvez nem devessem pensar. Existir era tudo.
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